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Wagner Tibiriçá

About Wagner Tibiriçá

Reza a lenda que a imagem gravada na fotografia é a própria sombra da pessoa que ali ficou gravada. No filme, elas ganham vida, e retornam para a realidade. Filmar pessoas e transformar momentos em doces lembranças, é o que torna arte o trabalho de Wagner Tibiriçá. Com uma base sólida e vários anos de experiência, suas imagens traduzem o requinte e a sensibilidade de sua pessoa. São poesias, que ele compartilha em forma de trabalho e dedicação. / Marco Diniz, Montreal, Canada.

Thaís e Felipe – Making of

Making of da Thaís e Felipe

Virgínia e César – Ensaio Pós Casamento

Virgínia e César – Ensaio Pós Casamento.

 

 

Isabella e Thiago – Short Film

SHORT FILM
 
Este é um vídeo curto bem dinâmico e envolvente, onde é destacado os melhores, mais marcantes e mais importantes momentos ocorridos durante os eventos de um casamento. É um trabalho extremamente interessante e completo, valorizando e mostrando como foi a alegria e a energia maravilhosa de seu grande dia. Este formato tem a característica principal de ser um vídeo com uma duração menor (12 a 18 min) em relação ao filme completo.
 

 

 

Priscilla e Ayslan – Save the date

 

 

Save the date, casamento de Priscilla e Ayslan
 

E a gente vai pegando essas folhas de poesias caídas por ai

 

A poesia, bem, a poesia é a sobremesa da vida.
 
Poesia de Almeida Garret

“Antes que venha o Inverno e disperse ao vento essas folhas de poesia que por aí caíram, vamos escolher uma ou outra que valha a pena conservar, ainda que não seja senão para memória.”

Almeida Garret

Sobre a sabedoria

 

“Sábio é aquele que se contenta com o espetáculo do mundo”

                                                                                               Ricardo Reis

 

Do livro: (O ano da morte de Ricardo Reis) de José Saramago.

 

Porque eu escrevo

Ora, escrevo porque eu gosto, mesmo que isto não tenha nenhum valor,

 …mas este texto do Borges fala sobre este tema de forma absolutamente perfeita,

“Hoje de manhã me perguntaram se eu escrevia para a maioria ou para a minoria, e eu respondi, como respondi tantas vezes que se fosse Robson Crusoé em minha ilha deserta, eu continuaria escrevendo.
Ou seja, eu não escrevo para ninguém, eu escrevo porque sinto uma íntima necessidade de fazê-lo. Isto não significa que eu aprove o que eu escrevo, posso não gostar, mas eu tenho que escrever aquilo naquele momento.
Caso contrário me sinto… injustificado e infeliz, sim, desventurado.
Por outro lado, se escrevo, o que eu escrever pode não ter valor, mas enquanto escrevo me sinto justificado; penso: estou cumprindo com o meu destino de escritor, sem considerar o que a minha escrita possa valer.”

                                                           

Jorge Luís Borges

 

Todos os povos amam seus poetas

 

Trecho de uma entrevista com o Paulo Leminski em 1985, onde ele fala que todos os povos amam seus poetas. 

“O poeta não é um ser de luxo, ele não é um excrescência ornamental da sociedade, ele é uma necessidade orgânica de uma sociedade. A sociedade precisa daquela loucura para respirar, é através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam que a sociedade respira.”

O conto do galo estressado

 
 
 
“Era um galo que cantava por acreditar que o seu canto era o responsável por fazer o sol nascer.  Todas as manhãs eram iguais.
O galo acordava antes de o sol nascer com o céu ligeiramente azulado, subia no telhado e lançava o seu canto imponente. 
Alguns minutos depois, lá estava o sol brilhando em todo seu esplendor. 
Só então o galo cuidava dos afazeres do terreiro: expulsar invasores, proteger suas galinhas, ciscar…
No galinheiro era tido como um deus todo poderoso. Todos o respeitavam.
O galo vivia estressado por conta de sua responsabilidade: já pensou se algum dia perdesse a hora? E se ficasse rouco? Era um enorme fardo.
Dia após dia, noites e noites mal dormidas na expectativa de acordar no horário de fazer o sol nascer.
 
Uma manhã ele não acordou. O estresse da incumbência fez com que perdesse a hora.
Qual não foi o seu espanto ao acordar por volta do meio-dia e ver que o sol nascera a despeito da ausência do seu canto e no galinheiro estava naturalmente tudo igual , sem a sua gerência.
Ao se levantar foi alvo de piadas de todos do quintal que dele escarneciam.
Seu mundo ruíra . Tudo em que acreditara era agora um monte de escombros sobre o qual não podia esconder sua humilhação.
Porém, repentinamente algo aconteceu em seu interior.
 
O galo percebeu a leveza causada pela ausência do antigo fardo. Sentiu-se leve e feliz.
Subiu no telhado e cantou como nunca cantara antes: a plenos pulmões. Um canto de alívio que emocionou verdadeiramente a todos. 
Um canto de pura arte. 
E desta vez não soou somente como o sinal da chegada do momento de acordar e pegar na árdua lida do dia.
A partir desse dia o galo cantava não para fazer o sol nascer, mas para celebrar o seu nascimento, certo de que aconteceria independentemente da sua vontade, com isto percebeu que tinha menos a fazer e mais a celebrar.”
 
Ps:
 
Realmente não sei quem é o autor.

A imensa vassoura luminosa

 

“O certo é que o sol, como uma imensa vassoura luminosa, rompeu de repente o nevoeiro empurrando-o para longe.” 

José Saramago

Trecho retirado do livro  “A viagem do Elefante.”