Tarde de Inverno

Mais um dia de Junho se vai, trazendo o frio de uma tarde de inverno. Em alguma igreja longínqua termina a última missa do dia, o campanário toca seus sinos em meio ao silêncio da tarde, trazendo doces melodias ao arraial.

Pessoas voltam para casa, caminhando em meio ao vento frio e folhinhas secas a dançarem no céu. No ar, o cheiro úmido do um lugarejo centenário, misturado à fumaça de um fogão a lenha, que insiste, solitário, em perfumar e encantar a tarde que cai.

Um galo canta… longe… quase imperceptível… se despedindo do dia, perdido em algum quintal em meio ao silêncio.

A noite vem abraçando o arraial, lenta, vagarosa, como a milênios sem fim insiste em fazer.

Estrelas caem aqui e ali como lampiões alados, as casas aos poucos se acendem, colorindo a noite com gotas de luz.

Na ternura da noite estrelada, as velas são acesas e o vinho é servido nas rústicas mesas das casinhas do arraial centenário.

 

Wagner Tibiriçá /  Tarde de inverno – 2012